quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Aquarela

Numa folha qualquer
eu desenho um Sol amarelo
E com 5 ou 6 rectas é fácil fazer um castelo
Com o lápis em torno da mão e me dou uma luva

E se faço chover
com 2 riscos tenho um guarda-chuva

Se um pinguinho de tinta cai num pedacinho azul do papel
Num instante imagino uma linda gaivota a voar no céu

Vai voando
contornando a imensa curva
Norte e Sul
Vou com ela viajando
Havai, Pequim ou Istambul

Pinto um barco à vela branco navegando
é tanto o céu e mar num beijo azul

Entre as nuvens vem surgindo
um lindo avião rosa grená
tudo em volta colorindo com as suas luzes a piscar

Basta imaginar e ele está partindo sereno e lindo
Se a gente quiser
ele vai pousar

Numa folha qualquer
eu desenho um navio de partida
com alguns bons amigosbebendo de bem com a vida

De uma América à outra
eu consigo passar num segundo
giro um simples compasso e num círculo em faço o mundo

Um menino caminha
e caminhando chega no muro

E ali logo em frente
a esperar pela gente
o futuro está

E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar
Não tem tempo nem piedade nem tem hora de chegar
Sem pedir licença
muda a nossa vida
e depois convida a rir ou chorar

Nessa estrada não nos cabe
conhecer ou ver o que virá
o fim dela ninguém sabebem ao certo onde vai dar

Vamos todos numa linda passarela
de uma aquarela
que um dia em fim...descolorirá

Numa folha qualquer eu desenho um Sol amarelo (que descolorirá)
E com 5 ou 6 rectas é fácil fazer um castelo (que descolorirá)
Giro um simples compasso
num círculo eu faço o mundo (que descolorirá)
Toquinho