quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Queres ser Homem honrado,
Nasces e cresces,
Só para seres Homem honrado.
E ao mesmo tempo,
Fazes da mentira tua fiel companheira.

Queres ser Homem pacífico,
Nasces e cresces,
Só para seres Homem pacífico.
E ao mesmo tempo,
Fazes da guerra um modo de vida.

Queres ser Homem perfeito,
Nasces e cresces,
Só para seres Homem perfeito.
E ao mesmo tempo,
O cinismo é o teu melhor amigo,
A maldade é a tua conselheira,
A falsidade o teu coração.

Não queres ser um monstro.
Escondes-te e foges,
Só para não te chamarem monstro.
E ao mesmo tempo,
Tantos monstros iguais a ti chamam-te
Homem.

Ana, 2006

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Shame on you!

Fractura entre ricos e pobres provoca fracasso em Copenhaga





E é tudo o que precisamos de saber...

sábado, 19 de dezembro de 2009

Cientistas vislumbram duas "paisagens genéticas" devastadas pelo cancro

As mortes devidas ao cancro do pulmão representam cerca de 16 por cento das mortes por cancro no mundo. E, dos dois tipos de cancro do pulmão, o cancro de pequenas células (15 por cento dos casos) é o mais letal: apenas um em cada 20 doentes consegue sobreviver-lhe cinco anos. É provocado, esmagadoramente, pelo tabagismo

O melanoma maligno é um cancro raro – representa apenas três por cento dos cancros da pele – mas é de longe o mais mortal: provoca três em cada quatro mortes por cancro da pele. Um dos principais agentes causadores de melanoma é a exposição aos raios do Sol.

Sabe-se que estes e os outros cancros surgem quando o ADN das células do organismo humano sofre mutações – no caso do cancro do pulmão, trata-se de mutações induzidas pelas substâncias tóxicas do fumo de cigarro; no do melanoma, pelas radiações ultravioletas.
Mas o que é que se passa exactamente ao nível do genoma?
Qual é a história de cada cancro, como é que se desenvolve em cada pessoa?

Uma grande equipa anglo-americana de cientistas revela, em dois artigos separados, dois trabalhos pioneiros de autêntica arqueologia genética que permitem começar a responder a estas perguntas e que, no futuro, poderão conduzir a uma forma radicalmente diferente – e personalizada – de tratar estes cancros e o cancro em geral.

Peter Campbell e Mark Stratton, do Wellcome Trust Sanger Institute no Reino Unido, e os seus colegas, sequenciaram na íntegra, com uma precisão sem precedentes, o ADN de células cancerosas desses dois tipos de cancros (diga-se de passagem que, para além de utilizarem as mais potentes e modernas técnicas de sequenciação genética, no caso do melanoma, em particular, tiveram de repetir a leitura mais de 70 vezes para ter a certeza de estar a ler correctamente cada “letra” de ADN).

A seguir, compararam cada uma dessas sequências genéticas com o respectivo ADN de células normais, não cancerosas, vindo do mesmo doente, à procura das mutações associadas a cada um dos cancros.

“Estes são os dois principais cancros do mundo desenvolvido cujas causas primárias são conhecidas”, explica Stratton num comunicado da sua instituição. “Para o do pulmão é o fumo de cigarro e para o melanoma maligno é a exposição solar. Com estas sequências genéticas, fomos capazes de explorar em profundidade o passado de cada tumor, revelando com notável clareza as marcas deixadas no ADN por esses agentes mutagénicos ambientais anos antes de o tumor se tornar aparente.”

O genoma do cancro do pulmão continha mais de 23 mil mutações e o do melanoma mais de 33 mil. “Com base em estimativas médias, podemos dizer que surge uma mutação ao fim de cada 15 cigarros”, diz Campbell no mesmo documento. Ou seja, uma mutação por dia para um fumador típico!

Também vislumbraram a batalha travada pelo genoma contra essas alterações nefastas, batalha que o cancro acabou obviamente por vencer nestes dois casos. “Foi possível ver as tentativas desesperadas do nosso genoma para se defender dos estragos provocados pelos químicos do fumo de cigarro e da radiação ultravioleta”, acrescenta Stratton. No caso do cancro do pulmão, a equipa identificou ainda um misterioso sistema natural de reparação do ADN, até agora desconhecido, que sugere que o genoma tende a defender mais intensamente as suas regiões que contêm genes muito activos – e a descurar outras, menos importantes.

Agora, vai ser preciso identificar as mutações causadoras destes cancros – o que, pela primeira vez, parece ser possível. “Mas ainda temos muito a fazer para perceber estas devastadas paisagens genéticas do cancro”, frisa Campbell.
in Publico, 17.12.2009

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Who wants to be a popstar?

Why is it all these fakers, seem to make the morning papers?
They're selling records by the million, seems so easy in my opinion,
Look at the Jazz Star, he really needs some guts
Playing from seven to midnight, surviving on peanuts
Selling records by the dozen
Probably sold his tenor to make 'em
With artwork designed by his brother
And liner notes by his mother

Told what to do, miming to a tape
While a team of experts make sure you're looking great
Taking a limo to your own private bar
My God! I want to be a popstar!

Going to get on the T.V and go on dates with only the pretty
Maybe next year I'll pretend to be gay
I'll sell more records in a flash that way
Makes no difference if I look like a nut
Every kid in the world is going to copy my haircut
I'll advertise some trainers, maybe even a car
Product placement will guarantee I'm a star

An ugly guy will write my songs
Surely there is nothing wrong
Retiring when I'm 22
With a house a car and nothing to do

Intantaneous satisfaction it will be
Got no need for artistic credibility
With this attitude I'm bound to go far
My God! I want to be a popstar!

Maybe it's too easy to move so quickly so far
I want to be a popstar.

Where's the middle ground?
It's hard to make a living with you own true sound
What road am I going to tread?
What the hell would I do instead?

There may be no tours in Roma,
or drug-induced designer coma
No teenage girls when show is over,
I prefer my women older

Maybe I don't know what I'm talking about
Sometimes it would be nice to play a place and sell out
Driving to a gig in my brand new sports car
My God! I want to be a popstar!

Maybe its too easy to move so quickly so far
Who wants to be a popstar?
- Jamie Cullum

sábado, 12 de dezembro de 2009


Lovely Rita!

Lovely Rita meter maid
Lovely Rita meter maid

Lovely Rita meter maid
nothing can come between us
When it gets dark I tow your heart away

Standing by a parking meter
when I caught a glimpse of Rita
Filling in a ticket in her little white book
In a cap she looked much older
And the bag across her shoulder
Made her look a little like a military man

Lovely Rita meter maid
may I inquire discreetly
When are you free to take some tea with me?

Rita!

Took her out and tried to win her
had a laugh and over dinner
Told her I would really like to see her again
Got the bill and Rita paid it
Took her home and nearly made it
Sitting on a sofa with a sister or two

Oh! Lovely Rita meter maid
where would I be without you
give us a wink and make me think of you

Lovely meter maid
Rita meter maid
oh, Lovely Rita meter, meter maid
- The Beatles

domingo, 6 de dezembro de 2009

Well, I didn't see that coming!

Lisboa já ultrapassou Londres no pódio das capitais mais caras

Pode ter sido por causa da diferença de preços de um litro de leite, de um café ou de um simples Big Mac. A verdade é que, este ano, Lisboa já é mais cara do que Londres para comprar os bens de consumo mais comuns. Segundo um estudo da PriceRunner International, empresa que compara preços a nível mundial, a capital portuguesa está no 14.º lugar, um acima de Londres, que este ano deslizou uma posição.

Comparando os preços dos 26 produtos de consumo mais populares em 33 países, a PriceRunner International elegeu Oslo (Noruega), Copenhaga (Dinamarca) e São Paulo (Brasil) como as cidades mais caras do mundo. Acima de Lisboa ficaram ainda diversas cidades da Europa Central e do Norte, mas também outras como Sydney (Austrália), Tóquio (Japão), Cidade do Cabo (África do Sul), Moscovo (Rússia) e Istambul (Turquia).

Apesar de ser actualmente mais cara do que Londres, a capital portuguesa está, contudo, 1,6 por cento abaixo da média global dos 33 países. A líder da tabela - Oslo - está 35,4 por cento acima da média.

Na origem da queda da capital britânica no ranking deste ano esteve a diminuição de preços num grande número de produtos. É o caso do café (que caiu cerca de 22 cêntimos), do litro de leite (menos 19 cêntimos) ou de um hambúrger Big Mac (menos 16 cêntimos).

A cidade mais barata do mundo é Bombaim, na Índia, com uma diferença de 30 por cento abaixo da média global. Na maior cidade indiana, uma Coca-Cola de 30 centilitros custa 30 cêntimos - bem menos do que os 80 cêntimos pagos em Londres e do que os 1,52 euros pagos em Oslo, a cidade mais cara. Banguecoque (Tailândia), Xangai (China) e Nova Iorque (EUA) figuram logo a seguir a Bombaim no fundo da tabela, com preços inferiores à média para os bens alimentares, bilhetes de autocarro e cinema, cigarros ou produtos tecnológicos (consolas, telemóveis e TV).

in Publico, 5.12.2009

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

The Ugly Truth

"Todos pensam em deixar um planeta melhor para os nossos filhos... Quando é que pensarão em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"

Concordo com as duas questões. Precisamos de melhorar os nossos hábitos ambientais. E precisamos de mudar os hábitos dos pais de hoje em dia. Se bem que há professores e professores (daí ser preciso pôr um plano de avaliação a sério em vigor), hoje em dia é demasiado fácil culpar o professor e nunca os alunos.
Para mim a falta de disciplina nas escolas também é berrante. Hoje já são raros, mas eu tinha um professor que quando pedia 4 páginas máximo num trabalho escrito eram mesmo 4 páginas. 3 páginas dava direito a um traço vermelho e um 0 (zero) no canto superior esquerdo da folha, ao lado de uma bonita rúbrica. 5 páginas dava direito a ter a ultima página cortada a vermelho e o trabalho avaliado até ao fim da página 4, o que resultava em penalizações por haver ideias que não estavam concluídas. E também apanhei alguns (felizmente mais que um) que marcavam a data de entrega dos trabalhos e cumpriam a data. Quem entregava depois era penalizado. Hoje estou no 12º ano, um ano de responsabilidade, em que todos somos crescidos. Hoje tenho professores que aceitam trabalhos um mês depois da data que marcaram para a entrega, que aceitam trabalhos com 5 folhas a mais que o pedido. Penalizações?! Já alguém ouviu falar?!
Vejo duas grandes falhas nisto: os maus alunos não vêem razões para melhorar - "O trabalho devia ter 3 páginas, eu fiz uma e tive positiva? Bestial!". Os bons alunos não vêem razões para manter o nível - "Estive acordada até tarde para cumprir o prazo de entrega depois de ter tido 3 testes nos dias, uma apresentação oral e zero tempo livre e tive 15 como todos os que entregaram na semana depois? Para a próxima, não cumpro!".