terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Sou Princesa.

85 things I like about you:
1- you get my point when I've barely said a word
2- you're there whenever I look around
3- you let me depend on you and you only
4- my true laughs always burst when I'm beside you
5- your silhouette makes me want you
6- that smile
7- you're not yellow
8- you're never blue
9- I believe in your eyes
10- you archived all my text messages
11- your scarf
12- your ring
13- your heart-shaped chocolate box
14- your musical box
15- your bracelet
16- your song (*the* song)
17- everything you sing with your mouth next to my ear
18- your breath on my neck
19- medals (*your* medals ^^)
20- you wearing black
21- your fatherly looks
22- your fatherly actions
23- you calling me 'bebé' or 'pequenina'
24- you get a princess out of me
25- you say you won't leave me and I know you won't
26- you call with no reason and talk to me for hours
27- you read every piece of shit I write
28- you support me
29- you're earth and heaven to me
30- you let me sing my stupid childish or less childish songs
31- everything I do, you're in it too
32- when you attack me suddenly and then you keep me in your arms for a while
33- you running after me
34- your tickling
35- your dossier
36- your dancing
37- your open hand when I need it
38- your hair for me to dishevell
39- your chest for me to sleep on
40- your shoulder for me to hold strong when I'm behind
41- you saying you love it when I hold your shoulder strongly
42- when you get annoyed at me because I won't move my fingers away from your mouth
43- eyelashes and all those wishes (usually, there's just one)
44- my drawings
45- snacks
46- your support
47- your boats
48- every nerve you strained to have me
49- your comprehension
50- your sugar sweet text messages
51- every little love exposition
52- your coats (we both fit inside them)
53- your friendship
54- your huge comfortable legs on which I can sit
55- the best reveillon (^^)
56- lifts
57- your toast laugh
58- your laugh
59- the smile and look you give me and me only
60- when you told me you trembled in fear because I almost slipped
61- every 'I love you' you say or whisper to me
62- everytime you make fun of me
63- everytime I get genuinely worried about the nonsense you're saying
64- when you swear you need me
65- when you eat like a glutton
66- your (other) songs
67- we watching a movie
68- our walks
69- your closed eyes when you're tired
70- your head on my chest - 'I could sleep here'
71- your patience for my silly things
72- your patience for my silly tears
73- your truthful promises
74- your space around Hospital de Santa Maria
75- the yellow hummer
76- the house in Switzerland
77- Vincent (or shall I say Vicente?)
78- every word you tell me
79- your hugs (in which I could disappear - literally)
80- every second with you
81- your concern about me, my life and my things
82- your effort to make me smile every single day
83- pink glittering numbers (and purple and green and orange) on your dossier
84- when you make me choose a gift (better: when you blackmail me so I choose it)
85- you, whole, with no reserves.

I Love You.

sábado, 19 de janeiro de 2008

Enchanted

«Não é preciso comprar todos os filmes da Disney nem esperar pelo Dia dos Namorados para arranjar um, porque o Príncipe Encantado pode estar em qualquer lado. E está mesmo. É uma questão de fé.
A pessoa certa é aquela para quem também somos a pessoa certa. Tão simples quanto isto. Às vezes demasiado simples para as pessoas perceberem. O que transforma um homem vulgar no nosso príncipe é ele querer ser o homem da nossa vida. E há alguns que ainda querem.
Podem ser românticos ou pragmáticos, podem oferecer rosas, cd ou chocolates, mas têm sempre um gesto, uma atenção e nunca se atrasam porque sabem sempre como mostrar o seu amor.
O Príncipe Encantado é o homem que nos tapa os ombros com o lençol a meio da noite quando temos frio e se levanta às três da manhã para nos fazer um chá de limão quando ficamos doentes. É aquela pessoa que tem sempre tempo para os nossos problemas. É um Príncipe porque governa um reino, porque sabe dar e partilhar; porque ajuda, apoia e nos faz sentir que somos mesmo importantes.
É só preciso deixá-lo ficar um dia atrás do outro... e se for mesmo ele, fica. De pedra e cal, para a vida, dê por onde der, aconteça o que acontecer.»
M.R.P. (abridged and adapted)

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Vamos dormir

Chegas e aconchegas-me. Deitas-te sempre mais tarde que eu e achas sempre que já estou a dormir quando entras e me aconchegas. Só achas que me acordaste quando te deitas.
Aconchegas-me e continuas tudo o que fazes até te deitares. Entras no quarto só para me aconchegares e zarpas para a casa de banho. Voltas em tronco nu, porque, como dizes, não gostas de pijamas. Quem sou eu para me queixar? De qualquer maneira, agora é Verão e está calor, e eu não aguento mais que esta t-shirt enorme que tirei da tua gaveta. O bom de ser pequenina é que caibo na tua roupa toda e toda a tua roupa me dá um ar minúsculo e amoroso - penso eu.
Apagas todas as luzes atrás de ti, deixas a porta do quarto aberta, aproximas-te da janela para a entreabrir. Pode ser que corra alguma brisa durante a noite que alivie o pesadíssimo calor.
Deitas-te. Agora sim, pensas que eu estou acordada. Não falas, mal respiras, deslizas pela cama até mim e abraças-me como se me atacasses com toda a ternura do mundo, contida subitamente nos teus braços. Encostas o nariz ao meu pescoço. Há uma fracção de segundo antes de inspirares em que me interrogo se cheiro muito ao calor impossível que se vive nesta cidade ou se cheiro bem. Inspiras. Não sei, talvez gostes do cheiro, porque continuas a respirar no meu pescoço.
Arrastas as tuas mãos por mim. Desisto. Não quero estar de costas para ti, quero dormir no teu peito. Viro-me com todo o espalhafato que já sabes que vou fazer. Enrolo o lençol e perco tempo a desenrolá-lo, empurro para o chão a roupa que estava aos pés da cama, fixas a silhueta minha que consegues distinguir no escuro com toda a paciência e eu sei que te amo.
Deito a cabeça no teu peito, finalmente. Suspiras descansado. Entrelaço as minhas pernas na tua, alheia ao calor, sei que assim durmo melhor.
Dás-me um beijo na testa. Amas-me. Vamos dormir.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Maybe

«Maybe it makes sense now. Maybe somewhere in all of this there's a reason. Maybe somewhere in all of this there's a why. Maybe somewhere there's that thing that lets you tie it all up with a neat bow and bury it in the backyard. But nothing, not getting angry, not prayers, and not tears, nothing can make something that happened unhappen.»
The United States Of Leland

domingo, 6 de janeiro de 2008

And if they try to tell you that love fades with time
Tell them there's no such thing as time
- It's our time
It's our time

sábado, 5 de janeiro de 2008

The Day

And then the day arrived, smoothly. Ella was fulfilled with happiness - all she could do was smile and arrange everything over and over again. She could barely wait to see Jay arriving.
Jay was slightly late. At least theorically. He told Ella he would be there sooner, but couldn't make it. He hoped she wouldn't be harmed by his delay. Jay just wanted to see her and hold her. He missed her.

Ella jumped each time she heard any suspicious noise around the gate, the door or her cellphone. And finally the expected message rang in her cellphone: 'I'm almost there'. Ella started laughing with no reason. She went up the stairs, and then down, and then up again, and then down. And then Jay arrived.
She opened the gate slowly, her hands trembled. She saw the car, she stared at Jay sitting in the backseat, smiling happilly at her. She missed him and didn't believe he was actually there.
Ella wouldn't take her eyes off him. He stood and she loved him even more. He walked towards her and she showed her brightest smile.
They kissed.
Yes, Jay and Ella were at last together. And still can't explain how they manage to do the impossible: staying apart for more than a few hours.
Uma ave no céu, uma ave no chão
é um regato, é uma fonte
é um pedaço de pão
é o fundo do poço,
é o fim do caminho
no rosto o desgosto, é um pouco sozinho

É um estrepe, é um prego
é uma ponta, é um ponto
é um pingo pingando
é uma conta, é um conto
é um peixe, é um gesto
é uma prata brilhando
é a luz da manhã,
é o tijolo chegando
é a lenha, é o dia,
é o fim da picada
é a garrafa de cana,
o estilhaço na estrada
é o projeto da casa, é o corpo na cama
é o carro enguiçado,
é a lama, é a lama
é um passo, é uma ponte
é um sapo, é uma rã
é um resto de mato na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão
é a promessa de vida no teu coração

Elis Regina e Tom Jobim - Águas de Março

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Beijo de boa noite

Beijo de boa noite. Ou talvez não fosse beijo de boa noite, fosse só um beijo. Mas àquela hora e antes de dormir bem sabia como o aconchegar quentinho da primeira infância, demasiado próxima ou longínqua para a memória ser meramente factual.

Não quer ou não consegue ou talvez não possa adormecer sem beijo de boa noite. E está tanto frio. A cama pode ser mais confortável, mas no sofá estava quentinho. A funda respiração faz-lhe falta... soa a canção de embalar.
Dormir nem sequer parece bem. Muito menos parece apetecível.