domingo, 29 de julho de 2007

My heart's beginning to...

Hora

Sinto que hoje novamente embarco
Para as grandes aventuras,
Passam no ar palavras obscuras
E o meu desejo canta - por isso marco
Nos meus sentidos a imagem desta hora.

Sonoro e profundo
Aquele mundo
Que eu sonhara e perdera
Espera
O peso dos meus gestos.

E dormem mil gestos nos meus dedos.

Desligadas dos círculos funestos
Das mentiras alheias,
Finalmente solitárias,
As minhas mãos estão cheias
De expectativa e de segredos
Como os negros arvoredos
Que baloiçam na noite murmurando.

Ao longe por mim oiço chamando
A voz das coisas que eu sei amar.

E de novo caminho para o mar.


Sophia de Mello Breyner Andresen



O meu preferido. Não é tão difícil de interpretar como parece, até porque a poesia desta grande senhora é mais simples e mais profunda do que a pintam. Vale seriamente a pena. :)

sábado, 28 de julho de 2007

É só uma palavra que se põe ou se tira

«As palavras tinham custado a sair. A gente tem sempre dificuldade em pedir segredo de qualquer coisa que se acaba de contar. Cheguei a ter medo que ela estivesse arrependida de tudo o que me tinha dito. Às vezes acontece. E eu não queria. (...) Mas como dizer a uma pessoa que se gosta dela? Parece tão fácil, e no entanto as palavras ficam sempre entaladas na garganta, e a gente acaba sempre por não dizer nada. Se há coisa que eu nunca entendi é porque é tão simples dizer "não gosto de ti" e tão difícil dizer "gosto de ti". No fundo é só questão de uma palavra que se põe ou se tira.
(...)
Adormecemos de mãos dadas.»

Chocolate À Chuva, Alice Vieira

Notícias

Anticiclone dos Açores baralha o tempo na Europa
Na Hungria, morreram 500 pessoas por causa do calor. No Reino Unido, 350 mil britânicos ficaram sem água corrente devido às cheias. Na Grécia, os incêndios devastaram 9000 hectares de área protegida. O tempo na Europa está em mau estado. E um dos culpados é o anticiclone dos Açores.
Um anticiclone é geralmente sinónimo de bom tempo: céu limpo, calor ameno, nada de chuva. Desta vez, o anticiclone dos Açores esteve a sudoeste daquela que é a sua localização habitual, deixou de estar sobre os Açores e afastou-se para mais ao largo no Atlântico. A mudança causou alterações meteorológicas que podem relacionar-se, sobretudo, com as cheias no Reino Unido. Agora o anticiclone já se desloca em direcção ao continente, o que fará o mercúrio dos termómetros subir um pouco na Península Ibérica. No Reino Unido, as cheias parecem diminuir e, no Sudeste europeu, a temperatura já desceu alguns graus Celsius após a vaga de calor dos últimos dias.


Comissão da ONU traça quadro apocalíptico da situação no Darfur e em todo o Sudão
A comissão das Nações Unidas para os direitos humanos, que funciona na cidade de Genebra, traçou ontem um verdadeiro panorama apocalíptico da situação que se está a viver em todo o Sudão; mas muito em especial na região do Darfur, no Ocidente do país, junto às fronteiras com o Chade e com a República Centro-Africana (RCA). Peritos independentes declararam que as autoridades nada fazem para acabar com "a limpeza étnica" naquele antigo sultanato independente que no século passado ficou submetido a Cartum e onde há mutilações sexuais, recrutamento de crianças para funcionar como soldados, penas de morte pela prática de homossexualidade, tortura de prisioneiros, esclavagismo e outros delitos contra os quais a comunidade internacional nada tem conseguido fazer, desde que há alguns anos vêm a ser conhecidos.
Foi elaborado um dantesco relatório de nove páginas que pede uma vez mais ao regime de Omar Hassan al-Bashir que de modo algum conceda apoio material ou financeiro às milícias que promovem um autêntico genocídio, conforme tem vindo a ser denunciado pela Administração norte-americana e por outras entidades.


Consumo de cannabis pode aumentar risco de doenças mentais em 41 por cento
Os consumidores habituais de cannabis e até aqueles que só experimentaram esta droga uma vez na vida têm um risco 41 por cento maior de sofrer de doenças do foro psíquico, diz um artigo publicado hoje na revista médica The Lancet. A equipa - dirigida por Teresa Moore, da Universidade de Bristol, e Stanley Zammit, da Universidade de Cardiff - analisou 35 estudos feitos até 2006 com o objectivo de avaliar uma possível ligação entre o padrão do consumo de cannabis e a ocorrência de doenças mentais. Concluíram que a probabilidade de desenvolver psicoses aumenta proporcionalmente à frequência do consumo. Depressão, tentativas de suicídio ou problemas de ansiedade não estão, no entanto, relacionados com o consumo de cannabis, esclarecem os investigadores.
De acordo com o relatório da União Europeia A Evolução do Fenómeno da Droga na Europa, do ano passado, a cannabis é a substância ilegal mais consumida na Europa. Vinte por cento das pessoas entre os 15 e os 64 anos experimentaram cannabis e a taxa de consumo entre os jovens europeus dos 15 aos 24 anos varia entre três e 44 por cento.


A "luta armada" foi substituída pela resistência pacífica no programa de governo da Autoridade Palestiniana
A expressão árabe Muqawma, que se traduz, literalmente, por "resistência" e tem sido aplicada como luta armada, foi apagada do programa político da Autoridade Palestiniana (AP), anunciado ontem. O vocabulário nacional passou a integrar, por outro lado, um novo termo: Wakseh, que significa "humilhação, ruína ou colapso" - infligidos não por um inimigo mas por si próprios.
"Neste programa somos muito claros", disse à Reuters Ashraf al-Ajrami, ministro palestiniano responsável pelos prisioneiros nas cadeias israelitas. "A resistência armada tem de acabar porque nada tem nada a ver com a criação do Estado". Um outro responsável do actual executivo interino, chefiado pelo independente Salam Fayyad, confirmou à agência o abandono da expressão "acção armada", que constava dos programas dos dois anteriores governos dirigidos pelo movimento islâmico Hamas. Continua a haver um compromisso com a "luta popular contra a ocupação israelita", mas esta contempla apenas manifestações não-violentas e activismo político pacífico.


Múmia egípcia pode ter a mais antiga prótese
Um polegar em madeira ligado com correias de cabedal ao pé de uma múmia egípcia pode ser a prótese funcional mais antiga de sempre, diz uma equipa da Universidade de Manchester, que descobriu este artefacto no Museu do Cairo. Os cientistas querem confirmar se aquela prótese de facto ajudava quem a usava a caminhar. Para isso, querem testar uma réplica no pé de alguém a quem falte um polegar - e estão à procura de voluntários.
"Esta prótese é de um período entre 1000 a.C. e 600 a.C. e, se conseguirmos provar que é funcional, a data em que surgiu a Medicina Protésica é 700 anos mais recuada do que se sabe actualmente", explicou Jacky Finch, do Centro de Egiptologia Biomédica da Universidade de Manchester, num comunicado de imprensa.Até agora, a prótese funcional mais antiga que se conhece é uma perna de 300 a.C., em bronze. Mas a "Perna de Capua", assim era conhecida, foi destruída durante os bombardeamentos alemães a Londres, durante a II Guerra Mundial, pois estava guardada na sede do Royal College of Surgeons, na capital britânica.


Selecção e adaptação de notícias da edição on-line do Público

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Sem título

I'm tired, por isso notícias só amanhã, sorry.



Tomando só a liberdade de responder ao comentário do meu querido padrinho, é certo que apenas referi que a minha madrinha é uma santa, mas porque só falei de madrinhas naquele texto. Aproveito o assunto e enalteço que tenho os MELHORES padrinhos do mundo, com toda a certeza. :)

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Dia dos Avós

Meu querido avô:
desculpe-me todas as vezes em que fui teimosa, todas aquelas em que pensei coisas que preferia nunca ter pensado. Desculpe-me não passar mais tempo aí em casa, nem telefonar, mas é que eu não consigo lidar com tudo e neste momento a minha cabeça está uma confusão. É da idade, bem sei, mas tenho de aprender com isto tudo, por muito difícil que me pareça. Não me culpe, por favor, eu gosto imenso do avô, sabe disso. Posso não telefonar todos os dias, ou todas as semanas, posso não aparecer uma ou duas vezes por mês, mas não quer dizer que goste menos do avô do que os outros 20 netos gostam. A sério.


Minha querida avó:
sim, é certo que quando a avó morrer eu vou chorar muito, exactamente como me está sempre a lembrar. A avó diz que já pediu à sua protectora madrinha, Santa Teresinha, que lhe dê mais 6 anos de vida e ao avô também, para poderem pagar tudo e ainda terem 2 aninhos para aproveitarem a vida "antes de andarem de bengala". A minha madrinha é uma santa, mas não lhe posso pedir isso, por isso peço a Jesus, como a avó me ensinou sempre, que dê à avó mais uns aninhos além desses 6, com toda a saúde e consciência possíveis. Para a avó poder ver como eu vou ser feliz na minha vida, para estar no meu casamento (como sempre me disse que ia querer estar), para eu saber que estou a crescer e a aprender mas que a minha avó, que me tratou quando era mínima e tinha 2 meses, está aqui se eu precisar. Não me abandone avó, já me dói o suficiente viver sem a outra avó, está bem? Adoro-a avó.



Avô:
lamento imenso ir aí raramente. Lamento ir aí e nunca o ver, lamento que haja sempre discussões e que seja raro o momento em que estamos bem só a brincar e a conversar. É assim desde que a avó morreu. A avó era o elo de ligação dessa família, uma autêntica diplomata, permitia que estivéssemos todos aí em casa, bem dispostos, sem discussões. A avó morreu e acabou tudo. Ergueram-se muros, abriram-se discussões, levantaram-se feridas antigas, separaram-se pessoas. Dói imenso ver. Lamento não ir aí a casa, peço imensa desculpa, mas dói-me sempre entrar pela porta e não sentir o cheiro da avó, dói-me saber que se a quiser ver só nas fotografias que estão nas molduras cheias de pó da sala e se quiser amparo tenho de ir ao cemitério e contentar-me com Avé-Marias, Pais Nossos e lágrimas. E essa casa é um vazio sem a avó, nada é o que era, praticamente nada corre bem, com a avó morreu a casa e morremos nós a pouco e pouco. Desculpe avô, a sério que tento ser melhor, mas nem sempre consigo. Gosto imenso do avô, das suas histórias, das vezes que nos leva a passear e de quando vamos à praia. Aprecio o esforço que faz para que nós comamos bem quando estamos aí, para que queiramos sempre voltar.




Minha avó:
é incrível, este ano já vai fazer 7 anos que a avó partiu e agora me guarda aí de cima. A Teresa não se recorda muito da avó, a Rita praticamente não sabe quem é e a Luísa nunca a conheceu. A sua morte foi um alívio para a avó, tenho a certeza, bem sei como a avó sofria, era pequena mas via isso. Não sei quando é que vou conseguir parar de me arrepender e de lhe pedir desculpa por não a ter abraçado mais e não lhe ter dito mais que adoro a avó, apesar de saber que a avó o sabia. Veja como eu agora lembro sempre à avó Teté que a adoro, é pelas duas, para não me arrepender outra vez de o ter repetido poucas vezes. Obrigada por todo o tempo que esteve comigo, e sei que agora está comigo a toda a hora, de uma maneira qualquer. Por favor, ajude o avô, lá em casa as coisas ficaram um caos desde que a avó desapareceu (a avó bem dizia antes de morrer que o seu maior medo era como ficaria a casa e a família depois de a avó desaparecer). Adoro-a avó, a sério. Descanse em paz.



Feliz Dia Avós. :)

quarta-feira, 25 de julho de 2007

«She was amazed to see how quickly she fell for him»

First Date - Blink 182
'When you smile, I melt inside'

Throw Your Arms Around Me - Pearl Jam ft. Ben Harper
'I will come to you in the day time,
I will rise you from you sleep
(...)
We may never forget it
(...)
And you'll throw your arms around me'


We don't care about time or space. We don't care about opinions and people's gossip. We don't care about a thing, except ourselves. And yes: it's we.
Incredible, because it was sudden. But aren't they always saying that the sudden happenings are everything in this shit of life?
Hey, we feel the best, fuck the rest. :)

domingo, 22 de julho de 2007

No one knows my name

Vim prá Idanha, para a casinha dos avós, relembrar que as piscinas privadas e de água salgada são melhores que as públicas de água com cloro.




Augustana - Boston

I'm think I need a sunrise, I'm tired of the sunset.
In Boston, no one knows my name.



A parte importante de uma grande mudança, como esta minha para Lisboa, não é o facto de a cidade ser maior, de as oportunidades serem mais, de os pais ganharem mais, de a escola ser melhor. É que ninguém conhece, 'no one knows my name'. É começar do zero, tentar ganhar tudo outra vez, fazer bem o que à primeira se fez mal... Parece uma segunda chance, nem sei se a mereço. Corra bem, mal ou assim-assim (e acredito que será pelo melhor, farei por tal), thank you Lord, for giving me so much.
And as I repeat so many times and to so many people:
There will be sunshine after rain,
and laughter after pain.
All you have to do is look ahead.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Notícias

Assembleia da República aprova novas normas para aplicação da lei penal
Quase um terço do Código do Processo Penal foi modificado com o objectivo de reforçar os direitos das pessoas e tornar a justiça mais rápida.

Crise política entre a Rússia e o Reino Unido terá várias consequências
Para já, quatro diplomatas britânicos vão voltar ao Reino Unido. Depois, as empresas russas poderão abandonar a Bolsa de Londres. Na declaração, ontem, do porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Mikhail Kamynin, foram referidas três questões: a expulsão dos diplomatas, os vistos a representantes britânicos e a colaboração na luta contra o terrorismo. Foi dito que o facto de Londres ter expulsado diplomatas russos "torna impossível a futura cooperação na luta contra o terrorismo".
Alexandre Chokhine, presidente da associação de industriais e empresários russos, citado pela AFP, disse que, "se a situação continuar, pode ser que a praça bolsista do Reino Unido perca terreno e que outros mercados bolsistas recuperem as empresas russas."

Ataques no Paquistão fazem 37 mortos

Dois ataques suicidas mataram ontem 37 pessoas no Paquistão. Há seis dias consecutivos que o país tem sido alvo da retaliação de extremistas islâmicos devido ao assalto das forças de segurança à Mesquita Vermelha, em Islamabad.
"Esta vaga de atentados suicidas tenta mergulhar o país no caos e provocar tumultos", acusou o ministro do Interior, general Javed Cheema. Desde o dia 10 de Julho, quando o Governo ordenou a tomada da Mesquita Vermelha onde estavam barricados extremistas islâmicos, que vários atentados têm provocado dezenas de vítimas: mais de 160, segundo a Reuters, pelo menos 180, de acordo com a AFP.
O Presidente Musharraf é o principal alvo da retaliação dos islamistas pelo ataque à Mesquita Vermelha.

Partido de Lula atribui acidente à falta de liderança no Governo
À medida que se discutem as causas para o acidente do Airbus da TAM, cujo número de vítimas confirmadas já ascende a 185, aumentam as críticas à "inépcia" do Governo em lidar com a crise no sector aéreo que se prolonga há dez meses.
Ontem, o deputado Marco Maia, do Partido dos Trabalhadores, a formação política que elegeu Lula da Silva, fez duros reparos ao Presidente e disse que o Governo já ultrapassou "o limite da falta de decisão para o sector". "Na nossa avaliação há problemas de comando. Enquanto o Governo não enfrentar este assunto, vamos continuar com essa desarticulação. Não há mais espaço para medidas paliativas. O Governo tem de actuar com rapidez, responsabilidade e determinação", afirmou o parlamentar.




Selecção e adaptação de notícias das edições online e impressa do Público

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Some sentences for this ordinary day.


Time is short, so I'll leave you with a few sentences that could teach you a lot, if you wanted...








"A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca."

Carlos Drummond de Andrade





"Dar o exemplo não é a melhor maneira de influenciar os outros. É a única."

Albert Schweitzer





"Saber ver é sentir o que se olha."

Montaige





"A paz que procuramos, muitas vezes, está no silêncio que não fazemos."

Unknown





"Ninguém deve ser elogiado pela sua bondade quando não tem forças para ser mau."

La Rochefoucauld





"Viver é desenhar sem borracha."

Unknown



Gosto especialmente da última... É que eu não sei desenhar nada. : )

domingo, 15 de julho de 2007

Nill illigitimi carborundum


Depois do último post, em que consegui concentrar a letra de uma música fantástica e ainda um filme que fui roubar ao youtube com cenas do OC, tinha que vir aqui despedir-me por 6 dias (em princípio). Vou para casa da Rita, em Alcains, para descansar e ver se finalmente me farto da chata da minha melhor amiga e se ela se farta de mim. x)





Se puder, a meio da semana, dou aqui um pulinho e deixo qualquer coisinha, se não, contem só com com as típicas notícias de sexta (que poderão aparecer só no sábado :X).



Mais tarde diria que tal coisa nem lhe passou pela cabeça, apesar de o desejo daquela tarde de Maio não a ter abandonado por muito muito tempo.

Está-me a querer parecer que um dia destes devíamos todos revoltar-nos e gritar ao mundo que nada nos afecta. O segredo para ser feliz é a confiança em si próprio. Anteontem discuti isso com o Jorge, e ontem expliquei a ideia à minha Drica. Por mais palhaços que venham atirar-nos a baixo, por mais que nos caiam coisas más em cima, por mais que nos tentem ofender, podemos SEMPRE dizer 'sou tão mais que tu'. Porque, na verdade, somos mais do que tudo o que nos destrói e todos os que nos tentam destruir. Somos melhores. Sou melhor. Podem chamar-me convencida, se quiserem. A minha resposta é fazer o meu maior sorriso, dizer 'Obrigada, é isso mesmo que eu quero'. Desde que haja uma enorme auto-estima e uma enorme confiança em si mesmo, ninguém pode nunca afectar-nos.
Ah, e antes que haja aí egos exagerados, ter muita confiança em si mesmo não é o mesmo que só pensar em si próprio. Há mais gente por aí! Ser egocêntrico e egoísta já é ser quase igual aos que tentaram deitar-nos ao chão... basta atingir aquele ponto em que além de egocêntrico e egoísta se é invejoso, e é-se tal e qual aqueles que nos fizeram atingir o topo. Atingir o topo a partir da auto-confiança sim, deixar-se cegar por isso não.

Nill illigitimi carborundum
=
Do not let the bastards get you down

It's ok by me (I guess...)

Here's the day you hoped would never come

The paper cuts, the cheating lovers,
The coffee's never strong enough
I know you think it's more than just bad luck

There there baby it's just textbook stuff
It's in the ABC of growing up
Now now darling don't loose your head
'Cause none of us were angels and you know I love you

I've watched you slowly winding down for years
You can't keep on like this, now's a better time as any

It's ok by me
It was a long time ago


sábado, 14 de julho de 2007

That's right

Nem sempre, nem sempre, mas na maior parte dos dias bem que podemos recostar-nos na merda de vida que temos e pensar 'ah, como eu amo a merda de vida que levo'. E assim deixamos a puta da vida fodida connosco, porque tentou lixar-nos e já nos desenmerdámos!
(Peço desculpa pelo vocabulário indecente)



Há mais nesta vida do que aquilo que esperamos. Há mais do que queremos, e mais do que sonhamos. Nem sempre sabemos ver que algo bom nos espera, que a luz ao fundo do túnel afinal está acesa, nós é que não reparámos. Não reparámos por algum pormenor (pequeno ou grande) que se meteu à frente, cegou e iludiu e lá demos connosco próprios a lamentar tudo o que fizemos, tudo o que correu mal e a chorar por tudo o que nos corrói lá no fundo. Não digo que não corroa, porque a verdade é corrói e dói a sério, estou é aos saltos para ver por cima do pormenor, para ver se vejo acima do que tapa a luz. Porque está lá. Nós é que não a vemos (ou não queremos ver - discussão para outra altura).
Pediram um biscoito, receberam um bolo. Pediram um cigarro, tiveram dois. Não importa o que pedimos, importa sempre que temos mais. Só que ninguém vê isso.
Há mais neste texto do que aquilo que esperam. Há mais do que querem, e mais do que sonharam... e mais do que tudo em que repararam.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Notícias

Muitos alunos não entendem aquilo que lêem
Professora correctora de Matemática, Carla Veiga deu por si a perguntar: "Será que estou a ver bem?" Prova atrás de prova, esta docente de Évora confrontou-se com o deserto. A questão nem foi as respostas estarem erradas, foi elas nem existirem: "Muitos alunos não responderam praticamente a nada. Nem tentaram."
"Durante décadas andou-se a brincar com a educação básica", comenta Nuno Crato, da direcção da SPM. A sua organização tem insistido numa proposta "politicamente incorrecta". O matemático recorda-a: "É preciso reformular os programas e métodos. Nada se consegue fazer enquanto não se deitar para o lixo o documento das competências essenciais aprovado em 2001 e não se voltar a ter entre os objectivos expressos do ensino da Matemática o domínio de algoritmos, a memorização de factos essenciais e o treino algébrico básico."
Com exames apenas no 9.º ano, as deficiências estão a ser postas a nu tarde demais, alerta a SPM. Quando muitos alunos já perderam o comboio. O que leva a organização a insistir numa outra leva de exames, a realizar mais cedo na escolaridade. A docente de Évora fala do "desinteresse" dos alunos, mesmo em relação ao exames. "Vivemos numa sociedade facilitista. Os miúdos estão a perder os hábitos de trabalho. É toda a nossa mentalidade que tem de mudar."

O ataque à Mesquita Vermelha terminou mas a batalha no Paquistão continua
É demasiado cedo para saber o resultado desta batalha pela alma do Paquistão. Mas poucos podem agora questionar que esta seja uma batalha real. O número final de mortos do ataque era de 86, incluindo 11 soldados. Nenhuma mulher estava entre eles, ainda que vários corpos estivessem queimados e fosse impossível reconhecê-los. Das 85 pessoas que deixaram o complexo durante os confrontos, 29 eram mulheres, disse Arshad. Mas não é claro quantos destes eram "reféns". Uma estudante da madrassa feminina afirmou ontem que não foi "salva". "Eu rendi-me. Pensava que seria morta se não o fizesse." Não havia provas de combatentes estrangeiros, outra afirmação do Exército.

Somália conta 12 mortos a dias de uma conferência de paz
Diferentes incidentes com disparos na capital da Somália, Mogadíscio, mataram 12 pessoas nos últimos dois dias. O palácio presidencial, local onde se realizarão as próximas conversações de paz, e o principal mercado da capital foram os principais alvos dos ataques.
Pensa-se que os autores dos ataques sejam apoiantes dos xeques islamistas que no ano passado controlaram a cidade, protestando contra o Governo, pouco antes das conversações de paz marcadas para domingo. Cerca de mil cidadãos deverão participar na conferência, que será boicotada por alguns grupos.A capital somali tem sofrido frequentes ataques desde Dezembro, quando a União dos Tribunais Islâmicos foi forçada a sair de Mogadíscio pelo governo transitório, apoiado pela Etiópia.

Memórias emocionais podem ser apagadas
Que bom seria se certas lembranças desagradáveis pudessem ser apagadas, como por magia, para evitar sofrimentos. Há um século que se discute se a supressão de memórias é possível. A equipa de Brendan Depue, da Universidade do Colorado, nos EUA, assegura que sim, hoje na revista Science.
Os cientistas dizem que é possível, com treino, eliminar memórias emocionais, o que pode ser útil para quem sofra de stress pós-traumático, depressão, fobias ou ansiedade. A um grupo de pessoas, mostraram fotos: aos pares, viam um rosto humano "neutro" e uma imagem perturbadora, por exemplo de um soldado ferido. Depois, enquanto visualizavam a actividade cerebral dos participantes com uma técnica de imagiologia, os cientistas mostravam-lhes apenas a foto do rosto neutro e pediam-lhes para pensar, ou não pensar, na imagem perturbadora ligada a esse rosto. Foi assim que a equipa identificou, no córtex pré-frontal, os mecanismos envolvidos na supressão de memórias.

Crescimento económico de três por cento faz euro bater máximos
Os indicadores económicos ontem divulgados, tanto na Europa como nos Estados Unidos, levaram a que o euro continuasse, durante o dia de ontem, a aproximar-se da barreira dos 1,4 dólares, voltando a registar, com um máximo de 1,3791 dólares, o valor mais alto desde que a moeda única foi criada em 1999.
Com este resultado, ficou reforçada a ideia de que a economia europeia pode vir a atingir, no final do presente ano, um crescimento próximo de três por cento e ficou ainda mais claro que a subida de taxas de juro por parte do Banco Central Europeu (BCE) vai continuar.
Selecção e adaptação de notícias da edição on-line do Público

quinta-feira, 12 de julho de 2007

'Têm a porta aberta, podem é sair a voar pela janela.'

por Margarida

Metáfora inteligente, aplicável a muitas coisas na vida. Quantas vezes nos abrem a porta e, quando nos apanhamos lá dentro, somos lançados(as) pela janela, sem dó nem piedade.
Just think about it. :)

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Exames/ Querido Ensino Português...

Hoje o estado de espírito é particularmente (e inesperadamente) animado. O 5 no exame de Matemática fez-me um bem tremendo. :D O 4 a Português não foi nada mau, mas ainda assim pedi um requerimento... acho que dava 5. :X
No entanto, estou desiludida com os resultados gerais... 72,8% de negativas a Matemática é inacreditável. A Matemática é a disciplina mais temida, e também a mais odiada, mas eu não atribuo os maus resultados apenas a esse facto. Estou convicta de que a maioria dos alunos não se preocupou com estudar... pelo menos em estudar Matemática. Sempre naquela de 'ah, Matemática é que eu não melhoro', dedicaram-se ao Português (onde os resultados são óptimos: 86,4% de positivas). E isto é um erro crasso. Matemática é a disciplina mais importante que preenche os nossos tempos de aulas, é a disciplina que nos vai acompanhar a vida toda quer queiramos quer não (como é que se calcula o IRS sem Matemática? Como é que se vai às compras e se recebe o troco certo sem Matemática? Como é que se faz qualquer tipo de cálculo inesperado e diário sem Matemática?). Sempre pensei que as pessoas se apercebessem com o tempo do essencial que é saber Matemática e esforçar-se por esta disciplina: estava erradíssima.
Sabem o país que é a Ucrânia? Exactamente, esse de onde vêm homens e mulheres com cursos superiores que acabam a trabalhar, respectivamente, nas obras ou como empregadas domésticas, e até admitem receber mais a trabalhar assim do que com os cursos superiores no seu país. É exactamente com alguns pontos do sistema de ensino desse país para o qual muito boa gente olha de lado que eu concordo... vejamos:
  • existem os chamados 'alunos medalha de ouro' (obviamente os alunos que obtêm níveis altos nas suas classificações), que não pagam ensino. Eu explico a lógica: É assim que se incentivam os alunos a estudar, uma vez que a falta de dinheiro é grande, os alunos estudam mais para obterem melhores resultados e assim não pagarem educação (pelo menos os pais obrigam-nos a tal);
  • exames no fim de todos os ciclos, a várias disciplinas e realmente com peso na nota, para os alunos se habituarem a serem avaliados a sério (e ainda para se definirem os 'alunos medalha de ouro').

Extremamente inteligente. O ensino foca, sobretudo, os bons alunos. E, para mim, o grande problema do ensino português é ser estupidamente virado para a mediocridade. Há planos de recuperação para os alunos fracos, os exames valem pouco para os meninos não andarem stressados... que sentido faz isto?! Estamos a preparar homens e mulheres instruídos ou a deitar a perder as poucas esperanças que este sítiozinho chamado Portugal tem? Os alunos não se preocupam em estudar pelo simples facto que sabem que não precisam. Nem que tenham 1 no exame de Matemática, se tiverem positiva no outro e a única negativa for Matemática, está tudo bem. E assim não pode ser. Mais: os bons alunos, os que se esforçam, estudam, trabalham o ano todo por bons, óptimos e excelentes resultados são beneficiados com ... ? Fora o facto de, no fim do Secundário, terem entrada facilitada na Universidade e de poderem seguir mais cursos, uma vez que as médias são elevadas, não ganham nada. Não têm direito a planos de enriquecimento para melhorarem nas disciplinas em que eventualmente tenham dúvidas ou apenas para melhorarem conhecimentos, não vêem as grandes notas que têm nos exames valerem bem nos seus resultados. Lamento quem possa ofender, mas o que me frustra a mim que até sou uma boa aluna é que por muito que me esforçe e trabalhe, alunos mais fracos têm direito a mais que eu, não estudaram, tiraram negativas nos exames e mesmo assim continuam com nota positiva, passam de ano e continua tudo bem. Não desejo mal a ninguém, e tenho a certeza que outros bons alunos também não, mas é extremamente frustrante sabermos que pessoas que se esforçaram muito menos que nós e ao longo do ano lhes foi dada muito mais ajuda e apoios têm notas mais baixas e benefícios finais equivalentes.

Quanto a vós, não sei o que pensam. Para mim, este ensino precisava de uma revolução a sério. Sem queixas dos professores nem dos paizinhos que 'ai coitadinho do meu filho que não pode estudar tanto'.

terça-feira, 10 de julho de 2007

Poema

É claro que a vida é boa
E a alegria, a única indizível emoção.
É claro que te acho linda,
Em ti bendigo o amor das coisas simples.
É claro que te amo,
E tenho tudo para ser feliz.
Mas acontece que eu sou triste...

- Vinicius de Moraes



off to Lisbon. I'll be back by night.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

'Here's my heart...

[De repente, veio-me uma chamazinha de inspiração (apesar do sono e da dor de cabeça).]
Sabes amor, já chorei imenso. Sabes amor, já gritei imenso por causa do stress envolvente. Sabes amor, nunca praguejei contra ti, nunca te chamei nome nenhum, nunca me queixei ou me arrependi. E, sabes amor, se voltasse atrás faria tudo igual.
A verdade é que me fazes uma falta imensa. Sejamos realistas: foram três anos. Três. Quem é que com a nossa idade levanta o braço se a pergunta for: 'Quem é que se apaixonou pela pessoa que ama actualmente há três anos e foi correspondido?'. Poucos ou nenhuns. Sei que me farto de repetir, mas nunca fui tão feliz como contigo e agora confesso-me perdida. O que interessava pouco ou nada importa. E odeio a pessoa que sou sem ti... ou talvez odeie mesmo a pessoa em que me tornei em três semanas sem ti. Estúpido, hm? Agora nem sou aquela por quem te apaixonaste. Antes era, sabia que nos zangávamos mas que, mais tarde ou mais cedo, voltava para os teus braços. E então sabia ser eu, sabia sorrir de uma certa maneira e seguir um certo caminho. Agora, não tenho caminho. No fim das relações, como frase de apoio, às vezes diz-se 'Vá, a tua vida não se resume a ele' e isso até já funcionou. Agora não, porque se resume mesmo a ti.
Jesus, com a hora e o sono estou a ficar tão inspirada como pirosa.
Cortando na conversa lamechas, vou direitinha ao que me lembrei para obter inspiração e coragem para escrever tudo: um dia, quando este ano decidimos dar-nos uma oportunidade a sério, eu reflecti, respirei fundo, deixei-te entrar nos meus braços (onde sempre coubeste lindamente) e sussurrei 'toma o meu coração, podes parti-lo'. Sussurrei-o porque achei que era a coisa mais forte e mais sincera que te podia dizer, estava a dar-te o meu coração, inteirinho, para ficar à tua guarda, tratares bem ou mal, e até parti-lo. Confesso ainda que sabia que não o irias partir, mas sussurrei-o na mesma para perceberes como eu te estava a dar o meu coração por inteiro. E hoje lembrei-me disso (outra vez). E tenho a pedir desculpa... Dei-te o meu coração, deixei-te ficar com ele e tratá-lo como te apetecesse e de repente roubam-to. E ainda por cima é roubado pelo meu lado. Desculpa, sei que a culpa não é minha, mas tenho de pedir desculpa.
E agora já sei porque é que nunca me conseguia imaginar sem ti e agora que não te tenho fiquei sem caminho: é porque te dei tudo o que tinha, o coração, a vida, tudo o que possuía e que nunca pode ser roubado ou tirado, dei-te a ti. Podes ficar com tudo o que ainda guardas, quero que seja assim. Quanto a mim, fico com o que tenho teu e rezo para aguentar mais um dia, mais uma semana e para largar a pessoa em que me tornei sem ti. E sei que vou conseguir, só porque sei que nunca te perdi. You're still my best. x)

To My Best Best Friend


I'm really thankful for everything that you've done for me, and for all the times your support has been the only thing that could make me believe and stay strong. I honestly don't know the path my life would have gotten into if you hadn't showed up in it.

I love you Best Best Friend, that's the greatest sentence I have to say. :)
Parabéns Minha Supersónica @

A vida é boa, eu vivo à toa, aqui no mar. :)

É tão belo o nosso mundo
O que é que você quer mais?

Onde eu nasci, onde eu cresci
É mais molhado
eu sou vidrado por tudo aqui
Lá se trabalha o dia inteiro
Lá são escravos do dinheiro
A vida é boa, eu vivo à toa
Onde eu nasci

Um peixe vive contente
Aqui debaixo do mar
E o peixe que vai pra terra
Não sabe onde vai parar!
Às vezes vai pra um aquário
O que não é ruim de facto
Mas quando o homem tem fome
O peixe vai para o prato!

Aqui no mar, aqui no mar
Até a sardinha entra na minha e vem cantar!
E se eles têm montes de areia,
Nós temos coro de sereia.



Música da Disney nunca cai mal e, passando a parte cómica características dos filmes (em questão 'A Pequena Sereia'), encontramos letras maravilhosas. Digam lá que não é inspirador dizer 'a vida é boa, eu vivo à toa'...

sexta-feira, 6 de julho de 2007

'Can I help you?'

Noutro dia sentei-me calmamente no sofá para ver televisão a meio da tarde, actividade que parece um luxo no fim deste ano lectivo, sem ter nenhum programa em mente, o que ainda salienta mais o luxo a que me estava a dar. Comecei então com o zapping: AXN, Fox, MTV, Biography Channel, People and Arts, VH1, MCM, Lusomundo Premium, Lusomundo Gallery e, finalmente, parei na SIC Mulher, estava a dar a Oprah. Até nem costumo ver a Oprah regularmente, mas o tema era o Autismo, uma doença grave, em crescimento e que muito poucas pessoas conhecem. Antes de mais, deixem-me acrescentar algumas características da doença, para isto ser uma crónica completa e instrutiva (e melhor perceptível):
  1. Dificuldades de interacção social:
    - Dificuldade acentuada no uso de comportamentos não-verbais (contacto visual, expressão facial, gestos);
    - Dificuldade em fazer amigos;
    - Dificuldade em compartilhar suas emoções;
    - Dificuldade em demonstrar reciprocidade social ou emocional.
  2. Dificuldades de comunicação:
    - Atraso ou falta de linguagem verbal;
    - Naqueles em quem a fala está presente verifica-se uma grande dificuldade em iniciar ou manter uma conversa;
    - Uso estereotipado e repetitivo da linguagem;
    - Falta ou dificuldade em brincadeiras de "faz de conta".

    Há alguns anos, as alterações de linguagem apresentadas por autistas foram consideradas apenas uma característica resultante do transtorno que acompanha a doença. Porém, actualmente as questões de linguagem são consideradas como um dos principais problemas do autismo.
  3. Padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses e actividades:
    - Preocupação insistente com um ou mais padrões estereotipados;
    - Assumir de forma inflexível rotinas ou rituais (ter "manias" ou focalizar-se num único assunto de interesse);
    - Repetição insistente de movimentos estereotipados (agitar ou torcer as mãos, por exemplo);
    - Preocupação insistente com partes de objetos, em vez do todo (fixação na roda de um carrinho, por exemplo).
fonte da info sobre a doença: Wikipédia
Continuando, estive entretida a assistir ao programa: a ver situações de pais com filhos autistas, a ver a opinião de uma psicóloga especializada em autismo, a ver o que pensam crianças com irmãos/irmãs autistas e a descrição deste conjunto do comportamento do resto da população para com os seus filhos/pacientes/irmãos/irmãs. Saliento que o programa estava a ser mesmo interessante. De repente começa a ser entrevistada uma senhora, cujo nome, peço desculpa, não me consigo recordar, com duas filhas, uma das quais autista. Mostraram uma cena da senhora com a filha autista, de 12 anos, num parque infantil, estando a filha a fazer um birra enorme por causa do baloiço. E a senhora, sem se queixar, julgar ou criticar, limitava-se a lamentar que as pessoas que estavam no parque, e as outras tantas que a observam quando ela está com a filha em qualquer outro sítio público (consultório médico, urgências do hospital, supermercados, etc.), a olhassem com ar desaprovador, como se perguntassem 'Não pode calar a sua filha? Não tem controlo sobre ela?'. Foi quando a senhora teve uma saída fantástica, que passo a citar: 'Instead of judging, people could just stop and ask 'Can I help you?' '.
Na verdade, nunca me tinha passado pela cabeça ter esperança que as pessoas não julgassem e simplesmente perguntassem 'Can I help you?'. Mas acho que, como adolescente 'inconsciente e cheia de sonhos na cabeça', como nos descrevem os psicólogos que escrevem livros (termos traduzidos para português simples e sem termos esquisitos e incompreensíveis que dão um ar importante), posso olhar para a senhora, que tem uma filha autista e tem de encontrar força todos os dias para conseguir aguentar tudo, e inspirar-me e ter esperança em, num dia talvez bastante distante, ver alguém parar, sem julgar um bocadinho que seja, e perguntar 'Can I help you?'.

Notícias

Matemática com média positiva pela primeira vez em 10 anos
A nota média dos alunos internos de Matemática A, leccionada aos alunos da área de ciências, foi de 10,6 valores, o primeiro resultado positivo em dez anos na primeira fase dos exames do ensino secundário. No entanto, considerando os alunos externos, esta média continua a ser negativa, descendo para 9,4 valores.


Exames Nacionais do Ensino Secundário
O ministério identifica um problema nas disciplinas da área científica de Física-Química e Biologia-Geologia, afirmando mesmo que "a série longa de resultados obtidos nos exames das disciplinas de Física, Química e Física e Química, revelam a persistência de dificuldades sem sinais de recuperação".

O ministério realça ainda que o aumento do tempo de realização dos exames para 2h30m terá contribuído para permitir uma melhor prestação dos alunos.


Entregue no TC pedido de fiscalização da lei do aborto
O deputado do PSD Rui Gomes da Silva e a presidente da Federação Portuguesa pela Vida, Isilda Pegado, entregaram ontem no Tribunal Constitucional um pedido de fiscalização sucessiva da constitucionalidade da lei do aborto, onde questionam a regulamentação por portaria do diploma.
"Através do referendo de 11 de Fevereiro de 2007, a proposta de alteração legislativa, depois transposta para a lei 16/2007 de 17 de Abril, apenas colheu 25 por cento dos votos favoráveis dos portugueses, pelo que a legitimidade de tal alteração legislativa fere os princípios constitucionais do Estado Democrático", lê-se nas conclusões do pedido de fiscalização sucessiva. Além disso, acrescentou ainda o deputado social-democrata, a regulamentação por portaria do diploma constitui igualmente uma violação à Lei Fundamental.


Militar do Ruanda condenado por assassínios que aceleraram saída da ONU em 1994
Antigo major hutu nas forças do Exercito ruandês, Bernard Ntuyahaga foi ontem condenado a 20 anos de prisão por um tribunal da Bélgica pelo assassínio de dez soldados belgas da Missão das Nações Unidas no Ruanda (Minuar) a 6 de de Abril de 1994 - o caso acelerou a saída dos "capacetes azuis" da missão de paz internacional quando o país mergulhava nos cem dias que duraram o genocídio de um milhão de tutsis e hutus moderados. A sentença - que se segue às condenações em 2001 também na Bélgica de duas freiras, um professor universitário e um homem de negócios (todos ruandeses) por cumplicidade e ajuda nos massacres - surge na mesma semana que, em França, o jornal Le Monde revelou novos dados que sustentam a versão de que o Presidente francês François Mitterrand não só apoiou o Governo hutu de Kigali, nos meses que antecederam o genocídio, como o fez, tendo conhecimento, logo desde 1990, dos riscos de massacres em larga escala.


Raptada criança britânica de três anos na Nigéria
Margaret Hill, de três anos, ia no caminho para a escola, quando foi raptada por homens armados na cidade de Port Harcourt, capital petrolífera da Nigéria, no delta do rio Níger. A criança é filha de um trabalhador britânico, Michael Hill, que, segundo a AFP, foi contactado pelos raptores que lhe disseram que a filha estava bem.
Nas duas últimas semanas, duas outras crianças tinham sido raptadas. Ambas eram nigerianas e foram libertadas mediante pagamento de uma caução. A situação é especialmente tensa nesta zona rica em petróleo, onde grupos rebeldes reclamam benefícios da exploração petrolífera para as populações locais.



Selecção e adaptação de notícias da edição on-line do Público

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Scraps

'Although our lives have always been strange, we made it to join them and be happy. It's not like a marriage or some serious commitment. You could even call it a childish relatioship, with ups and downs and a lot of dreams... in fact, too many dreams.'

Apesar de as nossas vidas sempre terem sido estranhas, nós conseguimos juntá-las e ser felizes. Não é como um casamento ou compromisso sério. Podias chamar-lhe mesmo uma relação infantil, com cimas e baixos e muitos sonhos... na verdade, sonhos a mais.
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Her: 'Don't! I've been with you for a while now and I can tell you're just not bothering!'
Him: 'I'm tired of this...'
Her: 'Exactly, see? But you're not tired of this, you're tired of me!'
Him: 'It's... it's not what I meant!'
Her: 'Yes you did mean it... Don't you understand, baby? We can't help it... You let yourself believe that we were over. That's what killed us, and it killed us far too early. And now it's helpless, I'm sorry...'


Ela: 'Nem penses! Estou contigo há já um tempo e posso dizer que nem te preocupas!'
Ele: 'Estou cansado disto...'
Ela: 'Exacto, vês? Mas tu não estás cansado disto, estás cansado de mim!'
Ele: 'Não... não quis dizer isso!'
Ela: 'Quiseste sim... Não percebes, amor? Não podemos fazer nada... Deixaste-te acreditar que nós estávamos acabados. E isso matou-nos, e matou-nos demasiado cedo. E agora é inútil, desculpa...'


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Podíamos encarar a falta de tempo como uma boa maneira de fugir ao mundo. Milhares de pessoas, todos os dias, recusam jantares, festas, reuniões familiares, encontros, amigos com a desculpa "Não tenho tempo".

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Sei lá, considerasses tu abraçar-me e eu sentir-me-ia melhor.

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Suspirava e repetia que em certos momentos temos de fechar os olhos e saborear a felicidade, mas que, na maior parte do tempo, fechá-los-íamos para não rompermos em lágrimas.


All by Ana Banana


Boa explicação para isto: estive a arrumar os cadernos e a ler o que escrevi nas folhas limpas. x)

domingo, 1 de julho de 2007

Situação Emocional & Crónica do Dia dos Hospitais

Hoje acordei maravilhosamente convencida da cor do mundo e da felicidade que ainda se encontra escondida debaixo das pedras, tal insecto rastejante. Creio que foi o resultado de umas cervejas a mais na sexta, água com cloro no sábado, comida de plástico ao jantar e 12h de sono, mas não posso garantir que a receita funcione.
Digo ainda que muito foi devido ao Meu homem (Júlio Miguel Amaral Reixa), por quem eu hoje tive coragem de pegar em cartolina, lápis de cera, canetas de feltro, cola, tesoura, fotografias e fazer uma fantástica prenda de anos para o mesmo! Eu, que nunca gostei de trabalhos manuais e nunca peguei num e o terminei por vontade própria... :)



Ah, e hoje começa Julho - já estamos em 2007 há 182 dias e faltam 183 para aterrarmos em 2008. Além de outras tantas coisas importantes relacionadas ao dia, hoje é Dia dos Hospitais, o que de repente me lembrou que nunca me deu para me "queixar" da situação actual dos mesmos.
Nos nossos dias, qualquer um chega à TVI (a SIC também serve, não se exaltem) e despeja uma data de idiotices sobre como o hospital lá da terrinha, cujas urgências recebem 20 pacientes por semana têm de se manter abertas a gastar mal o dinheiro que é pago em impostos, e ainda tem a lata de (hipocondriacamente) dizer que não se pode deslocar 15km no seu Fiat Punto em bom estado até à cidade mais próxima. Já no telejornal do dia seguinte, ou da semana seguinte, observamos então outro fulano (ou fulana) desta vez a reclamar que foi maltratado, que havia falta de pessoal, que a enfermeira tinha olheiras, ou que a empregada da limpeza não limpou o 7º azulejo da 1ª linha a contar da parede da direita e que o melhor é ir ao hospital da cidade mais próxima. Já se perguntaram como é que é possível querer as urgências abertas num dia e no seguinte vir queixar-se que aquilo não funciona? Querido povo português, ai ai...
No entanto, a minha mensagem de hoje não é a queixar-me do povo e dos seus problemas com os hospitais, deixemos isso para uma próxima oportunidade. Vou antes valorizar o trabalho dos médicos, dos hospitais, dos enfermeiros e do resto dos que trabalham dia e noite para salvaguardar a saúde de pessoas que nunca viram e podem não voltar a ver. Por muito que se queixem dos médicos no geral, a verdade é que há bom e há mau, como em tudo na vida, e não é solução praguejar contra os médicos na primeira oportunidade. Primeiro que tudo, pensem no que seria se da próxima vez que precisassem mesmo de um médico, não houvesse nenhum. Isso é que era trágico, isso é que era o caos. Talvez seja por ter médicos na família ou por ter definido a Medicina como a minha vocação já há muito tempo, mas a verdade é que me custa ver médicos e enfermeiros atacados como se a culpa residisse neles e nunca tivessem feito nada de bom. Ninguém dos que aparecem na TVI (e na SIC também) podem jurar a pés juntos que nunca precisaram de um médico ou que quando precisaram não apareceu um, ou dois, ou três. Até pode ser que não o/a tenha tratado pelo melhor (repito: há bom e há mau), mas apareceu de certeza. Estava a trabalhar, estava no hospital. Já terão parado para pensar que há médicos que fazem turnos de noites e dias inteiros? Que têm filhos em casa que muitas vezes já só vêem a dormir?
Antes de nos queixarmos, pensemos nos outros.
Hoje que é Dia dos Hospitais, dedico a médicos e enfermeiros este post, que apesar de insignificante é um sinal de apreço pelo esforço que demonstram diariamente.