segunda-feira, 9 de julho de 2007

'Here's my heart...

[De repente, veio-me uma chamazinha de inspiração (apesar do sono e da dor de cabeça).]
Sabes amor, já chorei imenso. Sabes amor, já gritei imenso por causa do stress envolvente. Sabes amor, nunca praguejei contra ti, nunca te chamei nome nenhum, nunca me queixei ou me arrependi. E, sabes amor, se voltasse atrás faria tudo igual.
A verdade é que me fazes uma falta imensa. Sejamos realistas: foram três anos. Três. Quem é que com a nossa idade levanta o braço se a pergunta for: 'Quem é que se apaixonou pela pessoa que ama actualmente há três anos e foi correspondido?'. Poucos ou nenhuns. Sei que me farto de repetir, mas nunca fui tão feliz como contigo e agora confesso-me perdida. O que interessava pouco ou nada importa. E odeio a pessoa que sou sem ti... ou talvez odeie mesmo a pessoa em que me tornei em três semanas sem ti. Estúpido, hm? Agora nem sou aquela por quem te apaixonaste. Antes era, sabia que nos zangávamos mas que, mais tarde ou mais cedo, voltava para os teus braços. E então sabia ser eu, sabia sorrir de uma certa maneira e seguir um certo caminho. Agora, não tenho caminho. No fim das relações, como frase de apoio, às vezes diz-se 'Vá, a tua vida não se resume a ele' e isso até já funcionou. Agora não, porque se resume mesmo a ti.
Jesus, com a hora e o sono estou a ficar tão inspirada como pirosa.
Cortando na conversa lamechas, vou direitinha ao que me lembrei para obter inspiração e coragem para escrever tudo: um dia, quando este ano decidimos dar-nos uma oportunidade a sério, eu reflecti, respirei fundo, deixei-te entrar nos meus braços (onde sempre coubeste lindamente) e sussurrei 'toma o meu coração, podes parti-lo'. Sussurrei-o porque achei que era a coisa mais forte e mais sincera que te podia dizer, estava a dar-te o meu coração, inteirinho, para ficar à tua guarda, tratares bem ou mal, e até parti-lo. Confesso ainda que sabia que não o irias partir, mas sussurrei-o na mesma para perceberes como eu te estava a dar o meu coração por inteiro. E hoje lembrei-me disso (outra vez). E tenho a pedir desculpa... Dei-te o meu coração, deixei-te ficar com ele e tratá-lo como te apetecesse e de repente roubam-to. E ainda por cima é roubado pelo meu lado. Desculpa, sei que a culpa não é minha, mas tenho de pedir desculpa.
E agora já sei porque é que nunca me conseguia imaginar sem ti e agora que não te tenho fiquei sem caminho: é porque te dei tudo o que tinha, o coração, a vida, tudo o que possuía e que nunca pode ser roubado ou tirado, dei-te a ti. Podes ficar com tudo o que ainda guardas, quero que seja assim. Quanto a mim, fico com o que tenho teu e rezo para aguentar mais um dia, mais uma semana e para largar a pessoa em que me tornei sem ti. E sei que vou conseguir, só porque sei que nunca te perdi. You're still my best. x)

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