sábado, 28 de julho de 2007

Notícias

Anticiclone dos Açores baralha o tempo na Europa
Na Hungria, morreram 500 pessoas por causa do calor. No Reino Unido, 350 mil britânicos ficaram sem água corrente devido às cheias. Na Grécia, os incêndios devastaram 9000 hectares de área protegida. O tempo na Europa está em mau estado. E um dos culpados é o anticiclone dos Açores.
Um anticiclone é geralmente sinónimo de bom tempo: céu limpo, calor ameno, nada de chuva. Desta vez, o anticiclone dos Açores esteve a sudoeste daquela que é a sua localização habitual, deixou de estar sobre os Açores e afastou-se para mais ao largo no Atlântico. A mudança causou alterações meteorológicas que podem relacionar-se, sobretudo, com as cheias no Reino Unido. Agora o anticiclone já se desloca em direcção ao continente, o que fará o mercúrio dos termómetros subir um pouco na Península Ibérica. No Reino Unido, as cheias parecem diminuir e, no Sudeste europeu, a temperatura já desceu alguns graus Celsius após a vaga de calor dos últimos dias.


Comissão da ONU traça quadro apocalíptico da situação no Darfur e em todo o Sudão
A comissão das Nações Unidas para os direitos humanos, que funciona na cidade de Genebra, traçou ontem um verdadeiro panorama apocalíptico da situação que se está a viver em todo o Sudão; mas muito em especial na região do Darfur, no Ocidente do país, junto às fronteiras com o Chade e com a República Centro-Africana (RCA). Peritos independentes declararam que as autoridades nada fazem para acabar com "a limpeza étnica" naquele antigo sultanato independente que no século passado ficou submetido a Cartum e onde há mutilações sexuais, recrutamento de crianças para funcionar como soldados, penas de morte pela prática de homossexualidade, tortura de prisioneiros, esclavagismo e outros delitos contra os quais a comunidade internacional nada tem conseguido fazer, desde que há alguns anos vêm a ser conhecidos.
Foi elaborado um dantesco relatório de nove páginas que pede uma vez mais ao regime de Omar Hassan al-Bashir que de modo algum conceda apoio material ou financeiro às milícias que promovem um autêntico genocídio, conforme tem vindo a ser denunciado pela Administração norte-americana e por outras entidades.


Consumo de cannabis pode aumentar risco de doenças mentais em 41 por cento
Os consumidores habituais de cannabis e até aqueles que só experimentaram esta droga uma vez na vida têm um risco 41 por cento maior de sofrer de doenças do foro psíquico, diz um artigo publicado hoje na revista médica The Lancet. A equipa - dirigida por Teresa Moore, da Universidade de Bristol, e Stanley Zammit, da Universidade de Cardiff - analisou 35 estudos feitos até 2006 com o objectivo de avaliar uma possível ligação entre o padrão do consumo de cannabis e a ocorrência de doenças mentais. Concluíram que a probabilidade de desenvolver psicoses aumenta proporcionalmente à frequência do consumo. Depressão, tentativas de suicídio ou problemas de ansiedade não estão, no entanto, relacionados com o consumo de cannabis, esclarecem os investigadores.
De acordo com o relatório da União Europeia A Evolução do Fenómeno da Droga na Europa, do ano passado, a cannabis é a substância ilegal mais consumida na Europa. Vinte por cento das pessoas entre os 15 e os 64 anos experimentaram cannabis e a taxa de consumo entre os jovens europeus dos 15 aos 24 anos varia entre três e 44 por cento.


A "luta armada" foi substituída pela resistência pacífica no programa de governo da Autoridade Palestiniana
A expressão árabe Muqawma, que se traduz, literalmente, por "resistência" e tem sido aplicada como luta armada, foi apagada do programa político da Autoridade Palestiniana (AP), anunciado ontem. O vocabulário nacional passou a integrar, por outro lado, um novo termo: Wakseh, que significa "humilhação, ruína ou colapso" - infligidos não por um inimigo mas por si próprios.
"Neste programa somos muito claros", disse à Reuters Ashraf al-Ajrami, ministro palestiniano responsável pelos prisioneiros nas cadeias israelitas. "A resistência armada tem de acabar porque nada tem nada a ver com a criação do Estado". Um outro responsável do actual executivo interino, chefiado pelo independente Salam Fayyad, confirmou à agência o abandono da expressão "acção armada", que constava dos programas dos dois anteriores governos dirigidos pelo movimento islâmico Hamas. Continua a haver um compromisso com a "luta popular contra a ocupação israelita", mas esta contempla apenas manifestações não-violentas e activismo político pacífico.


Múmia egípcia pode ter a mais antiga prótese
Um polegar em madeira ligado com correias de cabedal ao pé de uma múmia egípcia pode ser a prótese funcional mais antiga de sempre, diz uma equipa da Universidade de Manchester, que descobriu este artefacto no Museu do Cairo. Os cientistas querem confirmar se aquela prótese de facto ajudava quem a usava a caminhar. Para isso, querem testar uma réplica no pé de alguém a quem falte um polegar - e estão à procura de voluntários.
"Esta prótese é de um período entre 1000 a.C. e 600 a.C. e, se conseguirmos provar que é funcional, a data em que surgiu a Medicina Protésica é 700 anos mais recuada do que se sabe actualmente", explicou Jacky Finch, do Centro de Egiptologia Biomédica da Universidade de Manchester, num comunicado de imprensa.Até agora, a prótese funcional mais antiga que se conhece é uma perna de 300 a.C., em bronze. Mas a "Perna de Capua", assim era conhecida, foi destruída durante os bombardeamentos alemães a Londres, durante a II Guerra Mundial, pois estava guardada na sede do Royal College of Surgeons, na capital britânica.


Selecção e adaptação de notícias da edição on-line do Público

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