Nem sempre, nem sempre, mas na maior parte dos dias bem que podemos recostar-nos na merda de vida que temos e pensar 'ah, como eu amo a merda de vida que levo'. E assim deixamos a puta da vida fodida connosco, porque tentou lixar-nos e já nos desenmerdámos!
(Peço desculpa pelo vocabulário indecente)Há mais nesta vida do que aquilo que esperamos. Há mais do que queremos, e mais do que sonhamos. Nem sempre sabemos ver que algo bom nos espera, que a luz ao fundo do túnel afinal está acesa, nós é que não reparámos. Não reparámos por algum pormenor (pequeno ou grande) que se meteu à frente, cegou e iludiu e lá demos connosco próprios a lamentar tudo o que fizemos, tudo o que correu mal e a chorar por tudo o que nos corrói lá no fundo. Não digo que não corroa, porque a verdade é corrói e dói a sério, estou é aos saltos para ver por cima do pormenor, para ver se vejo acima do que tapa a luz. Porque está lá. Nós é que não a vemos (ou não queremos ver - discussão para outra altura).
Pediram um biscoito, receberam um bolo. Pediram um cigarro, tiveram dois. Não importa o que pedimos, importa sempre que temos mais. Só que ninguém vê isso.
Há mais neste texto do que aquilo que esperam. Há mais do que querem, e mais do que sonharam... e mais do que tudo em que repararam.

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