quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Pictures Of The Year - 2007 - IV

8-year-old latin walks in a rally in support of better treatment of immigrants, Denver, USA


Dust settling down upon a refugee camp after several days of fighting, Lebanon

Refugees from fighting in Mogadishu pray on camp, Somalia

Pictures Of The Year - 2007 - III

The isolated class photograph of the student who murdered 32 students on a shooting, Virginia, USA


People gathered on Virginia Tech campus to honor the victims of the shooting

Pictures Of The Year - 2007 - II


Surprise snow, South Africa


Heavy rain, China

Pictures Of The Year - 2007 - I

A wounded soldier protected by their comrades, Iraq

A woman crying after viewing the body of her 23-year-old husband killed in Bagdad, Iraq




Newly recruited female police officers, Afghanistan

domingo, 24 de fevereiro de 2008

My hands are small, I know, but they are my own

If I could tell the world just one thing
It would be that we're all OK
And not to worry 'cause worry is wasteful and useless in times like these

I won't be made useless
I won't be idle with despair
I will gather myself around my faith
For light does the darkness most fear

My hands are small, I know
But they're not yours, they are my own
I am never broken

Poverty stole your golden shoes, it didn't steal your laughter
And heartache came to visit me but I knew it wasn't ever after

We'll fight, not out of spite
For someone must stand up for what's right
'Cause where there's a man who has no voice
There ours shall go singing

My hands are small I know
But they're not yours, they are my own
I am never broken

In the end only kindness matters

I will get down on my knees, and I will pray

My hands are small I know
But they're not yours, they are my own
And I am never broken

My hands are small I know
But they're not yours, they are my own
And I am never broken

We are never broken
We are God's eyes, God's hands, God's mind
We are God's eyes, God's hands, God's heart

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Como é que passa pela cabeça de alguém fazer um acordo ortográfico a todo o custo e destruir a belíssima língua portuguesa?
Na verdade, em muitos anos de vida, sempre ouvi gabar a nossa língua. Verdade que gosto muito do inglês, e o italiano tem aquela magia, mas o português é uma língua, e que língua! É bom escrever em português, é bom brincar com as palavras. Não percebo o porquê do acordo. Não percebo porque é que não pode haver diversidade na ortografia de Portugal, do Brasil, de Timor e dos PALOP, não percebo.
Somos ensinados na escola a ver a nossa língua como uma identidade, revejam textos de autores que consideram que a língua é quase a pátria. A língua é a principal entidade que nos liga ao país a que pertencemos, confere-nos identidade, de certa forma.
Além disso, é um acordo injusto. Obriga Portugal, Timor e PALOP a rebaixarem-se aos interesses da pronúncia brasileira mas mantém uma dupla ortografia em 'antónimo' e 'antônimo', por exemplo, já que os brasileiros não são obrigados a retirar os acentos circunflexos.
Muito sinceramente, isto é uma palhaçada. Mais uma vez, o país verga-se a interesses, causas e acordos que não são seus, que não o respeitam, que não lhe conferem distinção. E ainda assim querem dizer que continuam viver num nobre país. Livrem-se da língua também e logo vêem o que resta...

Assinem a petição on-line contra a implementação do acordo ortográfico:
http://www.petitiononline.com/acor1990/petition.html

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Movies

Já te ocorreu que talvez não sejas assim tão grande? Que talvez seja este espaço que é demasiado pequeno?
Big Fish



Agora tens idade suficiente para aprender a lição mais importante da vida. Não podes contar com ninguém, excepto contigo mesmo.
American Beauty



Se calhar, devia estar fulo pelo que me fizeram, mas é difícil ter raiva havendo tanta beleza no mundo. Às vezes parece-me vê-la toda ao mesmo tempo e é de mais. E o meu coração incha como um balão prestes a rebentar. Até que resolvo descontrair-me e parar de tentar agarrá-la. E aí ela passa através de mim como chuva e não consigo sentir senão gratidão por cada um dos momentos da minha estúpida vidinha..."
American Beauty


Isto não é voar. Isto é cair, com estilo!
Toy Story


O melhor amor é aquele que desperta a alma e nos faz atingir mais, que planta um fogo nos nossos corações e traz paz à nossa mente.
The Notebook
Quando a vida te deprime sabes o que tens de fazer? Simplesmente continua a nadar.
Finding Nemo



Pensas que sabes quem és? Não fazes ideia.
Crash



Deus criou primeiro o homem, como rascunho, para poder criar a mulher.
The Constant Gardener



São as mulheres que fazem os lares. Os homens fazem as guerras. E o álcool.
The Constant Gardener



Quando se ama, não há necessidade de muito mais.
The Corpse Bride



Não é curioso que tanta coisa dependa de a bola cair do lado de cá ou de lá da rede?
Match Point



Amor é paixão, obsessão, alguém com quem não consegues viver. Se não começares dessa forma, como vais acabar? (...) Encontra alguém que possas amar loucamente e que te ame da mesma forma. Como encontrá-lo? Esquece a cabeça e escuta o teu coração. (...) Corre o risco de te magoares. Porque a verdade é que não faz sentido viver sem isso. Vive sem amar profundamente, e não terás vivido uma vida, de todo. Tens de tentar porque se não tentaste, não viveste.
Meet Joe Black




Cada pessoa é um abismo. Ficamos com vertigens, só de olhar lá para dentro.
The Tiger And The Snow




- Achas que é a rapariga que me convém?
- Ela tem montes de graça e tu não tens nenhuma. Ela COMPLETA-TE.
Ice Age 2



Nem o amor garante que eles não se magoem um ao outro. Aliás, o mais provável é precisamente o contrário.
Prime



- O que eu disse sobre saltar em cima da cama?
- Só em hotéis e em casa do pai.
I Could Never Be Your Woman

sábado, 16 de fevereiro de 2008

'Todas as cartas de amor são ridiculas'

«Não passo um dia sem te desejar, nem uma noite sem te apertar nos meus braços; não tomo uma chávena de chá sem amaldiçoar a glória e a ambição que me mantêm afastado da vida da minha vida. No meio das mais sérias tarefas, enquanto percorro o campo à frente das tropas, só a minha adorada Josefina me ocupa o espírito e o coração, absorvendo-me por completo o pensamento. Se me afasto de ti com a rapidez da torrente do Ródano, é para tornar a ver-te o mais cedo possível. Se me levanto a meio da noite para trabalhar, é no intuito de abreviar a tua vinda, minha amada.
(...)
Adeus, mulher, tormento, felicidade, esperança da minha vida, que eu amo, que eu temo, que me inspira os sentimentos mais ternos e naturais, como me provoca ímpetos mais vulcânicos do que o trovão. Não te peço amor eterno nem fidelidade, apenas verdade e uma franqueza sem limites. No dia em que disseres: 'Quero-te menos', será o último dia do amor. Se o meu coração atingisse a baixeza de poder continuar a amar sem ser amado, trincá-lo-ia com os dentes.
(...)
Perdão, amor da minha vida. A minha alma está neste momento dividida em várias direcções e combinações, e o coração, só em ti ocupado, enche-se de receios...
(...)
Napoleão»


Ao que parece, na semana dos namorados (caiu no esquecimento que é um dia, já se fala até do mês dos apaixonados, por isso vale tudo) já não são só as montras e os anúncios que se enchem de vermelho, rosa, corações, beijinhos, anjinhos, flechas e romances épicos. "Roubei" o Sol ao meu avô, para variar um bocadinho a actividade do serão de sábado e ver se caio na realidade mundana, ver se percebo um bocadinho do que se passa. No entanto, a carta acima transcrita provém de uma nova secção da revista Tabu, que acompanha o jornal Sol, chamada 'Cartas de Amor de Pessoas Célebres'. Suponho que seja interessante, pena que não as tenha lido todas. Transcrevi uma pequena parte da seleccionada da semana. Na verdade é uma lamechice de Napoleão, a queixar-se que a sua Josefina o tratara na terceira pessoa na última carta que escrevera e que se tal acontecia ao fim de quatro dias, como seria ao fim de quinze. E o pobre enamorado roía-se de dúvidas e questões acerca do amor que a pobre sentia por ele. Mas 'todas as cartas de amor são ridículas', bem disse Fernando Pessoa.
Já que estou a retirar textos da revista, continuo. Fiquei deliciada com a crónica do Luís Filipe Borges (secção Portugal Revisto e Aumentado), que esta semana não revista Portugal, não revista políticos, não revista acontecimentos, não revista ninguém! O título é 'Fragmento de um discurso amoroso'. Uma crónica ridícula, mas vá lá, tem de haver uma semana em que todos vamos buscar os fundinhos de amor e ridículo que esperam adormecidos à espera da sua vez de falar mais alto.



«Fragmento de um discurso amoroso
Será aconselhável escrever uma crónica no dia mais feliz da nossa vida? As letras do teclado não se sentirão porventura envergonhadas por nós, quando nelas batemos com a agilidade de quem está convencido que aprendeu a voar? Valerá a pena gritar ao mundo que o cinismo não passa do remédio que os tristes tomam para se poderem levantar da cama no dia seguinte - qual metafísico Guronsan contra a ressaca dos vencidos da vida? E, já agora, quantas perguntas podem aceitavelmente caber num parágrafo antes que o editor sofra de um legítimo ataque de «Irra que já chega pieguices, pá?!»
(...)
Acabo de me tornar oficialmente noivo (...) O amor é eterno enquanto dura, enquanto duro, enquanto duracell, enquanto dado, dedo, dardo, dois dias, deus, data, dela, doido. Perdoem-me. Quem nunca esteve apaixonado que atire a primeira pedra. (...) Hoje sou um super-herói, um guerreiro, um bailarino do La Féria, um vibrante fã de Tony Carreira que agita eufórico o bilhete para o próximo concerto no Pavilhão Atlântico, hoje sou o rei dos foleiros. Orgulhosamente.
(...)
Sim, sou um português apaixonado. Tenho 30 anos e a mulher da minha vida aceitou casar-se comigo. Hoje não quero saber do António Nunes, do Camacho, do porta-voz dos McCann, do aumento exorbitante do pão, dos avanços e recuos do Mário Lino, do arquivamento do caso Bexiga, não quero saber de Otas, Opas, aeroportos nem remodelações, e digo-vos mais: voltei a espreitar, há bocadinho, os edifícios assinados pelo engenheiro José Sócrates e, a bem dizer, não tenho agora quaisquer dúvidas em como se tratam de obras-primas da arquitectura. E as Amoreiras? Lindas! E os estádios novos do Euro 2004? Úteis! E Luís Filipe Menezes? Brilhante! E uma moçoila do Elefante Branco? Barata! E os jogos amigáveis da selecção? Épicos! E Pinto da Costa? Inocente! E conduzir em contra-mão? Seguro! E o ministro do Ambiente? Famoso! E esta crónica? Lúcida!
(...)
A mulher que convenceu o escriba de que até neste país adiado se pode ser imensa, esperançosa e irremediavelmente feliz.

(...)»
Luís Filipe Borges, in revista Tabu, 16/Fev/2008
Ridículo e lamechas e piegas e foleiro, sim. Mas porque não? Esta semana tem sido propícia aos meus discursos insuportáveis em como a humanidade consegue, pode e deve amar. Se uma pessoa amasse 5 pessoas e cada uma dessas 5 pessoas amasse outras 5 pessoas, formava-se uma cadeia fantástica. E se por amar entendêssemos cuidar, agradar, fazer sorrir, acompanhar, e outros verbos queridos que hoje nem sabemos a quem associar, em vez de pensarmos em beijos, abraços, roçanços, abraços e namorados, podíamos ser uma sociedade tão mais feliz. Mas ninguém tem o trabalho de acreditar em mim, mas eu continuo na minha filosofia. Sem me dispersar, o bom do homem escreveu uma crónica com pouco sentido, nem quer saber do que se passa no país e já tudo lhe parece colorido. 'O amor é eterno enquanto dura', também acho, e sobretudo enquanto sabemos tirar o melhor partido dele. Mesmo que para isso se escrevam cartas de amor ridículas e crónicas foleiras. Ninguém disse que o amor era sóbrio.

Sim.

- Sim, tenho a certeza que só tu sabes.
Às vezes pergunto-me se sentes quando cravo os olhos em ti e fico embasbacada a observar cada milímetro, cada milésima de milímetro do teu perfil, da tua pele, da tua figura. Mas de certeza que dás pelos segundos que passam entre as minhas perguntas, que na verdade são desafios, e as tuas respostas, que na verdade desafios são, e o quão a respiração é escassa nesse tempo. Que talvez seja pouco. E ainda agora foi pouco, mas só tu sabes o que sentiste. Sim, eu sei. Mas eu vi. Às crianças diz-se que passa uma nuvenzinha nos olhos quando elas estão a mentir, nos teus passou claramente um filme. Pensando bem, não foram segundos que passaram. Foi o tempo que parou. Eu ansiosa a fixar-te, tu estacado uns meros centímentros à minha frente, e o ruído desapareceu. O tempo parou ali. E isso é bom para o sentimento, é como suspense, do bom. De repente, o tempo decidiu que estava parado há muito tempo a assistir à cena, deixou-se de deslumbramentos e continuou. E sim, só tu sabes, mas também o sentiste correr e passar, fugir-te da palma das mãos, deslizar-te pelos dedos e deixar-nos sem nada. Nada é força de expressão. Tínhamos tudo, somos eternos e o mundo é nosso. Ali era nosso, sobretudo ali, naquele contexto específico. Mas nada, o tempo correu, seguiu, fugiu, avançou, não teve misericórdia de quem o parou recorrendo à mais simples e difícil das magias. E nós no nosso cantinho, quentinhos e aconchegados, a respirar aceleradamente, com o olhar detido no olhar do outro, perdidos e sem segundos que nos cheguem.
- Sim, tenho a certeza que só tu sabes. Mas eu senti.


I've got an angel
She doesn't wear any wings
She wears a heart that can melt my own
She wears a smile that can make me wanna sing
She gives me presents
With her presence alone
She gives me everything I could wish for
She gives me kisses on the lips just for coming home
She could make angels
I've seen it with my own eyes
You gotta be careful when you've got good love
'Cause the angels will just keep on multiplying
But you're so busy changing the world
Just one smile can change all of mine
We share the same soul
Oh oh oh oh oh ohhh
Angel - Jack Johnson

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Women




'He sank. He sank for what every man sinks for.'

'Is that so? What can make every man sink?'


'Women'

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Hoje deves parar.
Talvez o mundo já corra demais.

Hoje deves ouvir.
Talvez interesse a opinião dos outros.

Hoje deves olhar.
Talvez haja alguma novidade fora de ti.

Hoje deves dar.
Talvez o que te sobra falte a alguém.

Hoje deves falar.
Talvez tenhas alguma boa nova a dizer.

Hoje deves rezar.
Talvez tenhas necessidade de um Pai.

Hoje deves pensar.
Talvez te seja útil um auto-retrato.

Hoje deves cantar.
Talvez a alegria te encurte o caminho.

Hoje deves comungar.
Talvez tenhas um sonho a partilhar.

Hoje deves receber.
Talvez o outro precise amar.

Hoje deves caminhar.
Talvez te encontres com alguém na vida.

Hoje deves sorrir.
Talvez alguma flor esteja a precisar de sol.

Hoje deves começar.
Talvez amanhã já seja tarde.

Hoje deves renascer.
Talvez tenhas nascido apenas.