quarta-feira, 24 de março de 2010

segunda-feira, 22 de março de 2010

Tento ter a força p'ra levar o que é meu,
sei que às vezes vai também um pouco de nós...
Devo concordar que às vezes falta-nos a razão
mas nego que há razões para nos sentirmos tão sós.

Não estou a conseguir juntar e aguentar as pontas todas...

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Oferta de paz


É um cliché, mas há imagens que valem mais que mil palavras...

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Alexander McQueen 17.3.2010-11.2.2010


Peço desculpa por este tributo vir tarde, mas não podia deixar passar.

Perdemos mais um artista... Sei que não vou sentir saudades de vestir a roupa que ele desenhava ou de calçar os sapatos espectaculares que ele imaginava, porque ainda não sou rica. Vou sentir saudades de encher a vista e a alma com as criações dele, de tentar recriar os estilos dele com peças mais baratas e da inovação que ele introduziu no mundo da moda, sobretudo de algumas liberdades que ele criou para nós, orgulhosos elementos do sexo feminino (como as calças de cintura descaída).



Goodbye Mr. McQ



- Para outros apreciadores, informo que a colecção de Alexander McQueen deste ano será exibida como previsto na Fashion Week de Paris


Criações de Alexander McQueen:
peep-toes inspirados nas asas de uma borboleta
um dos 100 melhores vestidos da década (instyle magazine)

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

I know I love you so

Look at the stars
Look how they shine for you
And everything you do
yeah, they were all yellow

I came along
I wrote a song for you
And all the things you do
And it was called
Yellow

So then I took my turn
Oh what a thing to've done
And it was all yellow
Your skin
Oh yeah your skin and bones
Turn into something beautiful
And you know
You know I love you so
You know I love you so

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

O que é para ti uma casa? Os braços de quem amas ou o lugar onde te escondes dos dedos dos teus demónios? É a estrada que tens à frente ou a cadeira onde te sentas no final da viagem? É a tenda de um circo itinerante, um navio naufragado ou o farol levantado em terra firme? É o sítio onde vives ou a última morada para o envelhecer dos ossos? Um bocado de terra santificada ou as pedras que fazem o chão de uma revolução profana? Será uma rua sem nome, as paredes de um quarto ou a gaveta de madeira onde se acumularam pedaços de memória? É um desejo, um objecto perdido ou é essa coisa que bate dentro do teu peito? É um palco repleto de barulho e gente, um corredor silencioso ou é o som da caixa de música onde dançam dois bonecos? É a paisagem pintada na tela, o pó que cobre o teu soalho ou será o simples conforto de ter um corpo que não conhece dor?

sem mistificação

Os ombros suportam o mundo

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.

Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.

Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.

- Carlos Drummond de Andrade