Ontem o dia foi NÃO, na sua máxima expressão.
Prometi chegar cedo à escola e logo eu que odeio atrasos consegui atrasar-me. Tive de correr para o autocarro e, quando entrei, tentei revolver tudo para encontrar a carteira, o que de pé é muito difícil. Mas estava uma senhora sentada que me segurou na mochila enquanto eu procurava. Maravilha das maravilhas: 'Esqueci-me da carteira em casa'. A senhora olhou para mim, percebeu-me aflita e disse 'Tome lá, pique um dos meus bilhetes para viajar descansada. Tenho é pena de não a poder ajudar quando voltar, aí já não a devo ver'. Juro que só me apeteceu chorar. Contrariam-me tanto quando eu digo que ainda tenho fé no pouco amor que por aí anda, gozam-me tanto quando eu digo que até aqui em Lisboa ainda há pessoas boas. Afinal eu tinha razão. O problema das pessoas é encolherem os ombros, esperarem que o do lado faça ou até nem se importarem se alguém faz, desde que as próprias não tenham de ter trabalho. It's ugly.
Vou tentanto acreditar que tudo acontece por uma razão, e vou agradecendo ter uma vida tão fantástica, tal como a Rute me lembrou ontem.
O dia hoje foi não, mais pequenino. Deus queira que amanhã seja melhor e que os próximos não venham longe.
"Os homens raramente se explicam, e quando o fazem, fazem-no mal."
Eduardo Mendonza

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