quarta-feira, 9 de abril de 2008

What about loneliness?

Por mais acompanhados, por mais saudosos e desesperados, por mais quentes que nos julguemos. No fim do dia, estamos todos sozinhos. Se não é a lição mais dura de todas, eu gostava de saber qual é. Já tentei não a aprender, passar por cima, espezinhá-la e gritar-lhe que todos temos uma mãozinha para agarrar. No fim do dia, estamos todos sozinhos. Não nos valem crenças, fés, rezas, amigos, amores e diria que nem família. Cada um depende de si e traça o seu destino e futuro. Não acredito num destino pré-traçado. Antes acreditava num destino traçado em conjunto. Mas no fim do dia estamos todos sozinhos, o destino é traçado em solidão. E há que fazer poucas previsões. Quanto menores forem as expectativas, melhor. Se correr bem, há o gosto de vitória. Se correr mal, é mais fácil resistir.
Às vezes é preciso abdicar. Talvez em vista a um futuro mais sorridente ou mais seguro. A verdade é que no discurso giro de que devemos arriscar e lutar por mais, são mais as lágrimas que os sorrisos e a quantidade de coisas que têm de ficar para trás até assusta. Acompanhados num momento, mas sempre sozinhos no fim do dia.

Sou livre e sou linda 24h por dia, 365 dias por ano.

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