Ontem, numa repetição de um episódio da Patologista (série da Fox Life), estava uma das suspeitas do caso (namorada da vítima) a chorar e a balbuciar que aquela era a única pessoa por quem já se havia apaixonado. Era uma personagem interessante, dona de um programa de rádio de aconselhamento amoroso, e por isso com um elevado dom para falar, sobretudo de relações. Quando a Jordan (a dita Patologista) se envolveu numa conversa mais profunda com a suspeita ela perguntou-lhe: 'Já amou alguém?' - a Jordan não respondeu, pelo que a outra continuou - 'Não estou a falar da sua família, dos seus irmãos ou pais...' - nesta parte fez uma pausa, e o que veio a seguir é que saiu melodioso - 'Falo de alguém, alguém que conheceu por mero acaso e que mudou a sua vida para o que nunca esperou que fosse?' - dito isto a Patologista lá realiza que nunca esteve apaixonada.
No fundo, nunca ninguém esteve apaixonado. Porque ninguém sabe dizer se foi ou não amor. Até podem ter sido 3 anos, mas podia ser só uma panca. Pode ter durado dois dias e afinal aquilo é que era o amor da vida, que entretanto se perdeu. Por isso nunca sabemos responder à pergunta 'Já amou alguém?', não sabemos se foi ou se não foi. Temos palpites, temos a consciência que gostámos mais de A do que de B. Mas não garantimos nada a ninguém... garantimos?

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