quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Nada.

Às vezes choramos sem sentir nada.
- Nada.
Estamos sentados no sofá, deitados na cama, a viajar de carro, a olhar pela janela, num daqueles fantásticos em que conseguimos estar em paz, sem pensar em nada.
- Nada.
E apesar de não se sentir nada, nem tristeza, nem alegria, nem dor, nem raiva, os olhos inundam-se na mesma de água e duas lágrimas rolam dos olhos, depois mais duas, seguidas de outras duas, e depois pára, da mesma maneira que começou: sem explicação nenhuma, sem nada.
- Nada.

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